Filtro técnico, não foto bonita
Espessura do tatame, tipo de piso, se é fixo ou removível, cage, saco fixo no teto, parede acolchoada, coluna no meio da área. Quem filtra por Judô não cai num espaço de 20 mm, e ninguém perde visita à toa.
O TatameMatch nasceu dentro de uma academia. Fernando Rocha é sócio-proprietário da Versus Fight Club, academia de artes marciais com 17 anos no centro de São Paulo, que já recebeu mais de 4 mil alunos e trabalha com Muay Thai, Boxe, Jiu-Jitsu, No-Gi e Krav Magá. Ele também fundou a Agência Vauss, de marketing digital, design e tecnologia.
O problema apareceu na rotina, não numa planilha. O tatame ficava parado das 14h às 17h e o aluguel corria igual. Ao mesmo tempo, professor faixa-preta aparecia pedindo espaço para abrir turma, e não existia jeito organizado de dizer sim. A conversa morria em grupo de WhatsApp: sem contrato, sem regra escrita e sem nenhuma garantia de que aquele professor não ia embora levando aluno da casa junto.
O TatameMatch é a resposta a esse problema específico. Não é um site de reserva de sala por hora. É a estrutura que faltava para uma academia alugar horário recorrente para alguém de fora sem abrir mão do controle sobre a própria base de alunos.

Fernando Rocha
Fundador. Versus Fight Club e Agência Vauss.
De um lado, academias de luta com horário ocioso e custo fixo rodando. Do outro, professores independentes que têm aluno e graduação, mas não têm onde dar aula sem assinar luva, reforma e um contrato de ponto de cinco anos.
Os dois já se encontram hoje, por indicação e por grupo de WhatsApp. O que não existe é a camada que torna esse encontro seguro para quem tem a chave: filtro pelo que o espaço realmente tem, regra escrita antes do aceite, proposta que a academia analisa em vez de reserva automática, e contrato mensal em vez de combinado de boca.
O cliente do TatameMatch é o professor, não o aluno dele. A gente não vende aula, não capta aluno e não concorre com a turma da casa.
Espessura do tatame, tipo de piso, se é fixo ou removível, cage, saco fixo no teto, parede acolchoada, coluna no meio da área. Quem filtra por Judô não cai num espaço de 20 mm, e ninguém perde visita à toa.
A academia define o que vale: proibir abordagem a aluno da casa, exigir identidade visual separada, pedir a lista de quem entra, escolher faixas que não cruzam com a turma dela. Quebrou, o contrato cai e fica no histórico do professor.
Nunca reserva instantânea. O professor manda a proposta, a academia devolve com outro valor ou outro horário, e cada rodada fica registrada. Contraproposta não sobrescreve o que veio antes.
O contrato é mensal porque o problema é mensal. Turma não se monta com uma aula solta, e o buraco no caixa da academia também não se tampa com uma.
Marketplace de espaço já existe. O que não existia era um que entendesse que tatame não é sala de reunião, e que o risco da academia não é calote, é perder aluno.
O painel da academia mostra a semana em blocos de horário e marca o que está aberto, o que é turma da casa e o que já está alugado. A pergunta que importa não é quantas reservas entraram, é qual faixa continua parada.
O simulador usa preço praticado em São Paulo por faixa, porque domingo de manhã e terça às 14h não valem a mesma coisa. A academia decide o valor vendo o teto daquele horário, não chutando.
Graduação, registro de federação, CNPJ e seguro ficam num bucket privado, e o carimbo de conferido só o servidor aplica. Se o próprio professor pudesse marcar, o selo não valeria nada para a academia.
Academia de luta tem pico de manhã cedo e à noite. No meio do dia o tatame está vazio, e é justamente quando o professor autônomo consegue montar turma, porque o horário nobre dele é o horário em que a academia já está cheia. Os dois lados encaixam exatamente onde o outro sobra.
A conta ao lado é aritmética, não previsão. Uma faixa de três horas, duas vezes por semana, a preço médio de São Paulo. Se aquele horário estava parado, isso é receita que não existia, sobre um custo fixo que já estava sendo pago de qualquer forma.
Começamos em São Paulo e por bairro, não pelo Brasil inteiro. Marketplace hiperlocal só funciona quando o professor abre o mapa e acha espaço perto o bastante para dar aula toda semana.
Uma faixa ociosa, um mês
Não é promessa de faturamento. É o teto do que aquela faixa rende se ela for ocupada, com o preço que o mercado pratica hoje.
Fazer a conta com os meus horáriosIsto é plano declarado, não funcionalidade pronta. O que está no ar hoje é o cadastro dos dois lados e a busca por espaço.
Densidade antes de alcance. Só faz sentido abrir uma região nova quando a anterior tem espaço suficiente para o professor ter escolha real de horário e de distância.
Cobrança recorrente, comprovante, remarcação e histórico de quem cumpriu o combinado. É o que justifica a comissão continuar existindo depois do primeiro aperto de mão.
O mesmo problema existe em box de crossfit, estúdio de dança e sala de terapia corporal. A estrutura de regra, proposta e recorrência é a mesma. Primeiro provamos no tatame.